sexta-feira, dezembro 21, 2007

...só pra não quebrar a tradição...

Por que o anjo fica em cima da árvore de Natal?

Não faz muito tempo, Papai Noel estava pronto para zarpar em sua viagem anual, mas tinha alguns problemas: quatro dos seus melhores duendes estavam doentes e os duendes estagiários, que estavam lá para substituí-los, estavam a consumir a força de trabalho de mais 4 duendes experientes, fazendo com que o horário ficasse apertado e estressando Papai Noel.

Como se não bastasse, a Mamãe Noel disse ao Papai Noel que a Sogra Noel iria vir para o Natal... (Mais estresse).

Um duende veio do estábulo e constatou que duas renas estavam prestes a dar à luz, e outras duas fugiram pela cerca quebrada. Com isso mais estresse para o pobre velhinho.

Quando ele começou a encher o trenó com os sacos de brinquedos, um saco enroscou na ponta do trenó, rasgou e espalharam-se brinquedos para tudo quanto é lado.

Frustrado, Papai foi para sua casa para tomar uma xícara de café com uma dose de whisky. Ao chegar à adega ele viu que não havia nenhum tipo de bebida (os duendes haviam bebido tudo) e, em seu desânimo, deixou que a xícara de café caísse, derrubando o café em sua roupa e espalhando milhões de cacos de vidro no chão...
Subiu, trocou de roupa e, para não fugir do padrão do dia, ele pegou a roupa que Mamãe Noel havia esquecido de cerzir... Chegou na cozinha e foi pegar a vassoura para limpar a bagunça, mas não havia vassoura, só um rodo...

Ele limpou a sujeira com o rodo.

A ponto de explodir de raiva, a campainha da porta toca. Se arrastando, o velhinho, muito puto da vida, abriu a porta; lá estava um pequeno anjo com uma grande árvore de Natal.

O anjo perguntou "Onde eu coloco esta árvore, Papai Noel?"

... e foi assim que o anjo se tornou enfeite do topo da Árvore de Natal!

Feliz Natal!!!


Assim, sem mais! :o)

(sim, estou me antecipando porque não vou estar online no feriado)

quinta-feira, dezembro 20, 2007

Como dizia Sartre...

Agora meu esporte preferido aqui em Wisteria Lane mudou. Já perdeu a graça dar risada da decoração natalina bizarra e nem dá mais pra reclamar dos pedreiros porque a obra está nos finalmentes, não tem mais caçamba nem tapumes nem nada.
Dedico-me à nobre arte de fugir de vizinhança. Começou com o chá de sumiço que tomávamos quando apontava na rua o filho do síndico. O menino é bem bonzinho, muito educadinho, solícito, etc, mas não tem aquele semancol básico. Então quando ele aparece pra entregar correspondência (ainda estamos sem portaria e essa é outra história demorada de contar) e vê o bebê ele para pra brincar. Ele também vem ver o Gordo quando está brincando na rua e estamos fazendo algum passeiozinho a pé. E aí ele vem, brinca, brinca, brinca, brinca...e tipo não vai mais embora, manja? Você vai andando, subindo a rua e ele vem atrás. Se deixar ele fica até a mãe vir chamar! Ai, saco.
O número do desaparecimento também é encenado quando sobe a rua um vizinho láá de baixo. Que só abre a boca pra reclamar do condomínio e da casa e da rua e da calçada e da prefeitura; e ele fala dum jeito tão estranho, rápido demais e cortando metade das palavras, que não dá pra entender.
Por fim, tem a moça-lá-de-cima. Ela mora sozinha, tem provavelmente mais de 50 e tem um cachorrinho que tem o nome de um cachorro famoso. Também muito educada, pergunta sempre pelo nenê, diz que ele está lindo e maravilhoso, aquelas coisas. Mas arranjou briga com o síndico por causa da portaria, da cerca elétrica, do jardineiro. E toda vez que vem falar oi, conversar, a frase começa com "olha, a gente precisa se unir porque...". E faz a caveira do homem - que realmente não é uma coisa hiperfofa. Mas pô. Ah, e ela também tem aquele lance de pitaco sobre o meu filho: "Ai, não deixa bater sol nele, tá forte o sol agora..."; ou "Prende o cinto de segurança do carrinho nele"; ou então "Tá começando a garoar, entra com ele pra casa". Não, minha senhora, vou deixar meu filho esturricando ao sol, vou deixar ele cair do carrinho, vou tomar um banho de chuva bem gostoso com ele.
Run, Forrest, run!

quarta-feira, dezembro 19, 2007

De novo uma variação do mesmo sonho que eu tenho periodicamente: estou em um tipo de um rio, indo a algum lugar (sempre é em um local parecido com o rancho da vó em Rifaina - nem me lembro quando pisei lá da última vez). E aí alguém me avisa de que vai chegar uma onda forte, muito forte.
E aí eu começo a procurar um prédio bem alto pra subir e tentar fugir. Encontro, subo no andar mais alto e vejo a onda subindo, a água subindo, batendo no prédio, nos vidros, e descendo em seguida. E eu fico aliviada.
Então vai chegar outra onda, e eu olho em volta de novo pensando onde vou subir, pensando qual é a parte mais alta da cidade (que não me parece com nenhuma que eu conheça, tem partes de todas), subo em outro prédio e espero a água passar.
Eu, hein.

sexta-feira, dezembro 14, 2007

R.I.P.


Hoje a nossa Vó foi pro céu dos cachorrinhos fofos e queridos.


Ela deve estar feliz pra caramba, boazinha de tudo, aproveitando pra dar um monte de cheiradas no cangote da Hanninha, que foi pra lá faz 4 anos.


Que saudade de vocês, meninas.

O que a falta duma câmera não faz

Como o coiso lindo fez seis meses começamos com papinha, frutinha, suquinho. E ele tá curtindo, principalmente banana e o suco de laranja-lima (como diria minha mãe, até eu que sou mais boba gosto). Um leguminho novo por dia, uma frutinha nova por dia. Ótemo.
E eis que eu resolvo experimentar dar papinha de beterraba. Não que ele tenha odiado, até que comeu bem. Mas o duro foi que o carrinho ficou rosa, os brinquedos ficaram rosa, os dedinhos, a roupinha, a fraldinha de boca. Tuudo rosa.

terça-feira, dezembro 11, 2007

Inculta e bela

Na página de uma livraria, anúncio de lançamento de livro: Anorexia e bulemia.

segunda-feira, dezembro 10, 2007

A Lei de Murphy aplicada à diversão infantil

Se você detestar um determinado personagem infantil, seu filho vai sorrir e dar gritinhos quando ele aparecer na televisão.


(e ainda por cima dublam a criatura com a mesma voz do Barney Rubble. Eu mereço)

sábado, dezembro 08, 2007

E-O-Eleveeeeen.....



Fazia um tempo bom que eu não me divertia tanto vendo um filme.
Mas assim, só de recomendação: vale a pena ver o primeiro de todos, de 1960. Se os novos têm Clooney, Damon, Pitt, Cheadle e Garcia o antigão tem Sinatra, Martin, Davis Jr.

* * *

Numa certa parte do filme os caras estão falando sobre cassinos antigos de Las Vegas (que acho a cidade mais breeeeeeeeeega do mundo, apesar de ser impressionante aquela coisa toda acesa no meio do deserto) e mencionam vários deles em uma cena que é referência aos cassinos que aparecem no Ocean's Eleven original. E aí minha memória marvada me lembrou de um causo ótimo de ingrêis de radialista - que, como vocês sabem, é parente próximo do ingrêis macarrônico do Faustão (que foi radialista e decerto não se deu ao trabalho nem de fazer um Pink and Blue de lá pra cá).
Bom, foi assim: eu morava em Campinas ou Americana, não lembro. E ouvia muito rádio, levava walkman pra biblioteca (as crianças da geração MP3 não devem saber, mas a gente ouvia música de fita cassete mesmo, viu? Ou então ouvia rádia mesmo, porque gastava menos pilha e não precisava ficar carregando fita por aí) e deixava ligado o tempo todo. E então tinha sempre um raio duma propaganda de motel que falava que "o motel Desertinho tem as suítes blá blá blá..." e eu pensava que nego é mesmo muito criativo ou muito sem noção pra dar um nome desses pra motel. Que tudo bem que tinha (tem) um Savana em Ribeirão, mas pô, Desertinho era demais.
Era nada. Fui descobrir um tempo depois (não, não fui lá) que o nome do estabelecimento era Desert Inn. Igual a um dos cassinos que os moços comentam no filme.

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Não sei como tive as manhas de gostar de Cup Noodles alguma vez na vida. Que nojo. Eca.

Djingoubéu

A locadora vende DVDs semi-novos (adoro esse eufemismo que arrumaram pra não falar "usado"). Eu sempre dou uma olhadinha pra ver se não tem nada interessante a preços mui módicos e já achei coisa bem legal. Pois muito bem.
Nossas três últimas aquisições são três dos filmes mais impressionantes que vimos no ano. O primeiro porque adoro distopias (hohoho, e porque tem Clive Owen); o segundo porque foi intenso e ao mesmo tempo delicado; o terceiro porque é de tirar o fôlego.

quarta-feira, dezembro 05, 2007

De novo.

Meu surrealômetro ataca novamente. No supermercado, mais uma vez.
Hoje comecei a sentir que ia dar alguma merda quando ouvi atrás de nós, na fila pra idosos, grávidas e etc, uma senhora reclamando de doença. Sem parar. Falando que a perna doía e que ia sentar e que a perna doía e que a perna doía. Aí demos aquela virada pra trás de bobeira, ela olhou pra nós, olhou pro carrinho onde o bebê estava todo feliz e calminho. E aí começou:

-Ai, não fica trazendo ele pra esses lugares assim não...
-Ué, e vamos fazer o que com ele?
-Não tem quem olhe, é?
-Não, mas não tem problema nenhum trazer...
-Ai, é que é tão perigoso, contamina tudo...
-Imagina, não é assim...
-Não, é? Porque olha, ...


E a véinha começou a desfiar o rosário dela: porque ela tem setenta e não-sei-quantos anos e nunca ficou doente, gripada, resfriada. Mas aí aconteceu não-sei-o-que com ela e ela machucou a perna, e uma bactéria entrou e deu erisipela. E ela começou a descrever o que acontecia com ela, com direito a levantar a barra da calça pra mostrar!
Mas aí eu caí na besteira de ser gentilzinha e dar atenção, comentei que eu sempre tive uma alergia que dava sintomas parecidos; e ela começou a contar que tem vários médicos na família, que se consultou em tudo o que é canto, até no exterior, e que o Dr. Fulano é um espetáculo, a consulta dele custa só R$ 53,00 e passou pra ela só uma injeção e um creme, que ela ainda não tinha passado porque ia tomar banho primeiro. E eu disse, aí foi pra ver se a dona retrucava alguma coisa, que me tratava com homeopatia e não ia mais ver alopata nenhum porque sabia já o que era meu problema. E a véia dizendo pra eu ir ver o médico Fulano, que ela sempre tinha tido alergia também, e blá blá blá.
Consegui me livrar do papo chuva-na-cara da mulher, catamos compras, carrinho de bebê e picamos a mula.
Coisa mais azeda, agourenta e infeliz. Vou até pendurar uma fita vermelha no bracinho do nenê.

terça-feira, dezembro 04, 2007

A 20 dias do Natal....

...meu espírito natalino ainda não deu sinal de vida. Na verdade ele fechou a porta dos seus aposentos e colocou aquele aviso pendurado na maçaneta dizendo "Não perturbe".
Ainda assim, já temos árvore montada e luzes na destemida palmeira da frente de casa.


A árvore cruzeirense, com enfeites do ano retrasado (ano passado, com gatos soltos, não tivemos coragem de deixar tanta bola e fita dando sopa).


Claro que a valorosa Palmeira de Natal não é páreo para a aberração natalina que é aquele Papai Noel aceso encostado no poste. Mas é digna e limpinha. E faz companhia pros camarões amarelos que ninguém vai conseguir enxergar nessa foto, para as violetas fofas penduradas, para o mensageiro dos ventos que o bebê adora e para a árvore estranha sem folhas que parece saída do Estranho Mundo de Jack. Ou da terra do Beetlejuice.