segunda-feira, julho 28, 2008

Meu pára-raio de doido é sensacional

Já contei aqui toda a miríade (uii) de situações constrangedoras que presencio e de pessoas bizarras que orbitam ao meu redor. Mas tava voltando da escola do Alê (que por sinal está mandando beijo sem som, fazendo "não não não" com os dedinhos indicadores e dando muitos passinhos lindos de mãos dadas conosco) e lembrei dessa, ótema.
Tava andando aqui em Wisteria-Lane-dos-Pobres e aí aquela coisa de "boa tarde, como vai?", "nossa, mas o tempo, né?" com uma pessoa do lugar. De lá deonde eu e o André chamamos de Lower WLP, pra ser mais (im)precisa.
Bão.
Aí a pessoa começa a falar que ai, que graça de criança, muito bonzinho, muito bonitinho, e a conversa engrena sobre generalidades infantis (A pessoa trabalha numa escola aqui perto, tem pinta de readaptada). E então a criatura vem me dizer que um dia o filho pequeno deu um tapa nela. Ele tinha na época uns 5 meses e tava mamando, e deu um tapa. O que ela fez? Deu um tapa na mãozinha dele. Porque ele tem que aprender, né. "Um tapa só e nunca mais", a pessoa me diz. Aquele ar de pessoa com autoridade, disciplinadora, linha-dura.
Ó, sem palavras, viu.

sábado, julho 26, 2008

Ricos e pobres - as compras

As imagens estereotipadas do rico e do pobre indo às compras são bem famosas: a madame coberta de sacolas e caixas bonitas e em tons pastéis, pendurada no salto, com talvez a companhia da amiga e/ou do cachorrinho; a caléga de calça jeans dois números menor, a blusa de lycra de cor berrante deixando aparecer a barriga fora de forma, a sandália plataforma, sacolinhas de plástico na mão e carnês de crediário na bolsa.
A madame vai comprar na loja silenciosa, no máximo uma musiquinha suave de fundo, e dependendo do estabelecimento podem ser oferecidos a ela cafezinho, água, biscoitinho ou então champagne. Ela sai da loja e entra no carro.
A proletária se acotovela nas calçadas estreitas com outras centenas de pessoas; vai a lojas lotadas onde outras famílias inteiras aproveitam o sábado para fazer suas compras e passear. No máximo vai parar no bar e pedir uma garrafa d'água. Pelo caminho encontra dezenas de pessoas entregando panfletos de igreja, métodos duvidosos de emagrecimento, propaganda política, compro ouro, crédito fácil. E o fundo sonoro é formado por pagode, gente com microfone nas lojas anunciando seus produtos ("Venha para as Casas Bahia. Aqui você encontra as melhores condições, tá certo? Você pode vir e comprar seu Playstation 2, tá certo?" e por aí vai), duplas sertanejas cantando "Galopeira" na praça do mercadão.
Minha ressalva: eu não uso calça menor que o meu tamanho, nem blusa de lycra com os pneuzinhos aparecendo, muito menos sandália plataforma.
Mas de resto, ó. Juro, o inferno na terra.

sexta-feira, julho 25, 2008

Apelando para a Lei da Atração*

Eu queria muito uma cama nova.
Eu queria muito que o moço do armário viesse e fizesse um projeto que custasse só duzentos reáus, parcelados em quatro vezes.
Eu queria muito pintar minha casa e colocar adesivos legais nas paredes.
Eu queria muito ter coragem pra ir lá limpar o carro e a geladeira e fechar notas e guardar roupas.
Eu queria muito que o imbecil que pegou minha pastinha no congresso na terça de manhã enquanto eu ia tomar café tivesse tido a fineza de devolver depois de abrir e ver outro nome e outra letra ali, porque minhas anotações no bloquinho eram tão importantes pra mim.

* Ini vai vir e postar nos comentários que "apelou, perdeu".

terça-feira, julho 15, 2008

Mais iutubiú

A história desse leãozinho eu vi lá na Marina W. Não sei se foi o cansaço, o vinho, mas óia, quase chorei.
Ah sim, e ignorem a trilha sonora do vídeo, coisa de lascar.

segunda-feira, julho 14, 2008

Pra desopilar

Uma beleza a voz dessa moça.

O troco

Todos os sábados à tarde, a partir de 2 de agosto até 27 de setembro, poderei ser encontrada no meu local de trabalho usual, repondo os dias parados durante a greve. Das 12:30 às 17:50.
Bem feito, né? Quem mandou não ser pelega? Teria passado 14 dias com a bunda na cadeira na escola vazia e quem sabe não iria pra casa antes de dar meu horário, como fizeram meus coleguinhas não-grevistas. Eu entraria de férias na quinta-feira e só voltaria dia 31. Não teria problemas pra ir pro congresso em Campinas, poderia passar uns dias a mais em Itatiba, podia ficar mais tempo quieta em casa. E ia ganhar as porras dos 5% de qualquer jeito. Mas nããão.
Se ferra, tonta.

Perguntinha retórica

O que faz um indivíduo assistir filme-catástrofe?
Eu me lembro claramente de ter visto, pirralha ainda, Inferno na Torre, lá em Ribeirão, na casa da vó. E então achei legal pra caramba, mas era menina, não vale (o filme tem um pusta elenco. Um dia revejo, quem sabe). Depois teve aquele Desastre no rio Potomac, que devia ser um horror de ruim. Mas eu vi. E outros vieram, dos bons e dos ruins.
E então eu passava roupa e a única coisa que passava de supostamente decente era Poseidon. O navio é virado de cabeça pra baixo, o povo fica lá se lascando, meia-dúzia de gatos pingados sai pra procurar uma saída, entre eles estão a mãe e o filho, o pai com a filha que não se entendem, o aventureiro, o empregadinho-do-navio-que-embarca-na-aventura-por-dinheiro (e é claro que morre, porque os que se corrompem precisam ser punidos, especialmente se forem empregadinhos). Lá pelos quinze minutos da minha sessão de passação de roupa eu olho pra tela e o Mr. Holland tá lá. Ai meu deus, até tu, Mr. Holland.
Deu preguiça daquilo, a pilha de roupa era pequena e acabou, achei mais valioso pegar uma tacinha de vinho e vir pra cá fazer listão de exercício pra minha sala de primeiro ano composta por hunos.


Taí a música-tema do Poseidon original.

terça-feira, julho 08, 2008

Amor nos Tempos do Cólera

Eu tava super ansiosa, já tinha visto o trailer e tinha até postado aqui. Tudo bem, posto de novo.


A trilha sonora é do Antonio Pinto (ele é brasileiro, filho do Ziraldo, por sinal) e as músicas são interpretadas pela Shakira. Muito bonito, pra falar a verdade.

Então, aquela expectativa, né. E ontem fomos devolver uns filmes e tinha chegado á locadora, corri pra pegar. Ca-la-ro que deixei de fazer meu sacrossanto trabalho-trazido-para-casa e tive que me virar nos trinta de manhã com Pano-no-More pra passar na casa, com criança engatinhante pra olhar, almoço pra fazer, roupa pra pendurar, mala de escola com roupa e lanche pra aprontar, pia lotada pra lavar. Tudo bem, fosse eu mulher desprendida de ambição e dignidade já tinha pedido exoneração e não ia ter que correr pra nada mais na vida, ia viver só de estudar e cuidar de casa e criança.

Mas voltando ao filme. Ó, só digo uma coisa, gente: se você leu o livro trate de ler de novo e só, tá? Verdade, porque você vai assistindo e nem de longe o negócio tem a cor e o ritmo e o gosto do livro. Não que tenha sido malfeito ou mal adaptado, mas não dá pra transpor pra tela um universo daquele, uma linguagem daquela. Não dá pra filmar García Márquez e estamos entendidos. Mas se você não leu então assista, mas depois leia o livro, porque pode ser que na tela o negócio não tenha, mesmo pra quem não leu, cor e substância. E isso não falta às páginas escritas, amém.
E lá pelas tantas eu olho pro Javier Bardem e ele tá fazendo o Florentino Ariza (o protagonista) e o sujeito tá com uns 40 ou 50 anos. Fiquei olhando, pensando "eu já vi essa cara em algum lugar" e quase caio do sofá quando dá o clic: era o GROUCHO MARX!!



Putaqueospariu, como é que não teve um cristão nessa produção que teve as manhas de olhar a caracterização do homem e se ligar que ele era o Groucho Marx, aqueles bigodes, óculos, sobrancelhas?
Ai, assim não pode, assim não dá. Nem vou reler agora que eu ando ocupada com o Sr. Said. Mas, justiça seja feita, a parte final ficou bonita, tocante.

sábado, julho 05, 2008

Novidades alexandrinas em drops rápidos

* Ele dormia a noite toda, mas agora quase todo dia acorda lá pelas 3 da madruga e leva uma hora, pelo menos, pra dormir. Tá fácil não. E então de manhã dorme um tostãozinho a mais - o que foi bem-vindo nos meus dias de greve. Pra semana que vem a costura aperta, quero ver só.

* Ele só se arrastava e rolava. E nesta semana, de repente, do nada, puft! Ele engatinhou! Botou os joelhos e as mãozinhas no chão e foi em frente. Lindo demais da conta!!

* Quando ele dá um daqueles sorrisos divinos a gente já consegue ver metade de um dentinho de pontinha serrilhada pra fora. E o vizinho do lado está quase saindo também.

* Ele conhece algumas partes do corpo: pé (ele dá o pé pra gente colocar sapato, inclusive, ou então tenta se calçar sozinho), barrigão (ele passa as mãozinhas), pipi.

* Falando em Alexandrês: gato, gata, au-au, pé, qué, dá, mãmã, papá (vale pro pai e vale pra comida), tetê. Outro dia juro que ouvi algo parecido com "úishi" quando ele olhava e apontava pra cima.

* Ele toma sozinho o leite à noite e de manhã cedo: no sofá ou na nossa cama, pega o copo sozinho e manda brasa. Um fofo.

É basicamente isso. Basicamente nada, muita coisa diferente, muita novidade e tudo junto, né? Coisa boa. Se eu for listar cada gracinha nova vou ficar bastante tempo escrevendo. Só ao vivo mesmo pra saber. :)



*** Isso mesmo, estou com preguiça de postar.