...tinha muito sol e alguém alugou a churrasqueira pra uma festinha de aniversário. Agora são quase 19h e a música começou faz uma hora. Estão tocando Van Halen, mas já amargamos uma Banda Dejavu. E o parque ficou cheio de creonças (uma com avó histérica, surtada), daquelas que correm e trombam em você e sua cria, uma delas com um halo consistente de perfume de adulto. É, eu tenho sim problemas com essas criaturas que chamamos de "outros", mas é só quando "outros" são sinônimo de barulho excessivo, falta de educação, porquice e perfume exagerado. Mas oremos, domingo o pessoal vai cedo pra casa pra ver o Fantástico.
(tiraram o Van Halen pra colocar pagodinho)
Mais cedo fui dar um rolêzinho no grande estabelecimento comercial aqui do lado pra repor peças de vestuário. O detalhe triste ficou por conta de uma crise alérgica forte (entenderam agora meu incômodo com perfume? A empresa que produzir uma boa linha de cosméticos - de pomada para cabelo a sabonete líquido, passando por hidratante e maquiagem em geral - sem perfume ganhará meu coração pra todo o sempre, amém. Mas isso é pra mim, ainda fico à mercê de gente sem noção que acha lindo sair nesse tremendo calor de Sandwich andando dentro de uma bolha de perfume doce e/ou forte), então tenho pena das vendedoras que tiveram que interagir com uma triste figura de olhos lacrimenjantes, nariz vermelho, espirrando de dois em dois minutos.
(substituíram o pagodinho por um remix de "Alejandro", oh céus)
Comprar roupa é uma experiência que me deixa triste. Sério. Não pelo gasto, mas porque me enfiar num cubículo com ganchinhos na parede e um espelho e iluminação normalmente desfavorável é um sofrimento pra mim. Essa situação me coloca frente à triste realidade de que eu sou uma pessoa GG/46 incompreendida e que conta com a boa vontade de confecções e vendedoras ("Tem uma blusinha dessa que veio numa modelagem maior, então o GG vai te servir") antes de ser redirecionada de vez para uma daquelas, hm, lojas de tamanhos grandes. Será que Blanche Dubois tinha problemas pra entrar nas roupas de que gostava? (tu-dum-pshhhhhhhh!)
O que não fecha pra mim é isso de as roupas ficarem cada vez menores num mundo de gente cada vez maior. Onde as pessoas vão se vestir? As mulheres que conheço não são todas mignonzinhas, então eu me pergunto quem entra nessa roupa toda de tamanhos 38, 40. Uma arara de blusas femininas era separada por tamanho em uma loja onde entrei, e o espaço reservado para o GG era um terço do espaço reservado para os outros tamanhos. Terminei minha missão de compras meio tristonha (pô, quanto será que eu preciso emagrecer mais? E se eu não quiser mais emagrecer? E se eu engordar?) e pensando que só as pessoas magrinhas/baixinhas/desencanadas (que não cabem na roupa mas vestem mesmo assim e ficam felizes) são felizes.
(será que acabou a música? A festa acabou? Já posso comemorar?)
A outra questão que me consome é: será assim TÃO desprestigioso para as confecções e lojas fabricar e vender roupas de tamanhos grandes? Isso é do tempo em que gente grandalhona e/ou gorda se vestia de legging ou calça de elástico com camisetona e vestidões. Modelagem e estampas de qualquer jeito, o que coubsse era lucro, moda moderninha era pra gente magra. O restante do mundo que esperasse a Manequim do mês trazer austeros vestidos-chemisier com cores discretas ou pantalonas.
(não, a música persiste e me parece que é alguma baladinha melosíssima de bandinha emo. Cadê o Van Halen?)
Tá certo, acho que vocês entenderam perfeitamente. Comprar roupa me deixa deprimida por demais.
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Trilha sonora:
Banda Dejavu no Youtube
Van Halen no Youtube
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Dica:
Blog Mulherão
3 cutucadas:
voltou, mulher. e pelo visto, com acorda toda. que bom.
também ando sem muito tempo e ânimo pras postagens.
Precisa nem dizer que te leio com sorrisinho, né.
Ontem minha irmã chegou em casa com uma calça 38 que ela comprou numa MEGA promoção na renner por DEZ reais.
Quem disse que a calça entrou, gente...
A modelagem ficou menor ou...
...bem, é fato. Eu cresci.
Humpf.
Minha solidariedade sincera.
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