Quinta-feira, Janeiro 20, 2011

Rapidíssima e rasteira, quase furtiva

Eu devia estar dormindo porque amanhã tenho que nadar cedíssimo, mas me perdi fuçando as postagens mais recentes do blog. E só posso dizer que 2010 foi acima de tudo o ano em que me reinventei e me redescobri - na verdade foi o começo de tudo, não acabou (será que acaba?). Sim, eu sei que está hermético demais isso, né? Não se afobe não, que nada é pra já.

Sempre acho esquisito ler as coisas que escrevi, parece que não saíram de mim. E sempre me parece que aquela ali não sou eu. Lendo fiquei achando minha versão mais antiga leve, mais sorridente, quase tão positiva e esperançosa a ponto de parecer pueril.

E não teve como não pensar em uma coisa:


Retrato
(Cecília Meireles)

Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.


Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.


Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
— Em que espelho ficou perdida
a minha face?

2 cutucadas:

Ândi disse...

Dá um reload

léia freitas disse...

rélou. só prá contar que essa noite sonhei com vossa pessoa. estávamos nós duas e mais a bia voando de carro pela cidade e tirando muitas fotas. depois eu ficava preocupada que vocês iam postar nos blogues e meu cabelo tava horrível...
apareça.
bj.